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VÍDEO – Defesa de genro que matou sogra vai pedir exame de sanidade mental

Advogado aguarda posicionamento do delegado e do MP para definir se solicitação será feita em comum acordo

| Por: Adalberto Luque |

O advogado Augusto José Costa, responsável pela defesa de Ygor Christian Felizardo, de 28 anos, que admitiu ter matado a sogra, Leonice Aparecida Moscon, de 61 anos, vai pedir exame de sanidade mental. Segundo o defensor, o objetivo é confirmar se ele sofre de algum distúrbio e se pode responder pelo crime.

O caso, registrado como feminicídio, ocorreu na segunda-feira (15), na Rua Tenente Hélio Batista de Oliveira, no Jardim Vitória, em Sertãozinho. Ygor chegou a dar entrevistas afirmando não ter ouvido nada na casa da idosa. Eles eram vizinhos.

Segundo Costa, o exame é necessário para constatar se ele tem condições de responder pelo crime. “Se ele tem condições de ser imputado, responde em júri popular. Se o laudo definir pela inimputabilidade, não significa que será solto. Será encaminhado para uma instituição psiquiátrica, cumprindo medida de internação e recebendo tratamento adequado”, explica o advogado.

Ygor confessou ter matado Leonice e defesa pretende pedir exame de sanidade mental (Foto: Reprodução e Redes Sociais)

A defesa ainda não sabe quando fará o pedido. O advogado acredita que o delegado e o Ministério Público também se manifestem favoravelmente. “Desta forma, será solicitado em comum acordo.”

O pedido, feito ao Tribunal de Justiça de São Paulo, se aprovado, encaminhará o caso para perícia psiquiátrica forense. Peritos do Instituto Médico Legal (IML) realizarão exames e deverão analisar o histórico e as medicações que Ygor tomava — ou deveria tomar. Segundo o advogado, se for confirmada a inimputabilidade, ele será encaminhado ao Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico de Franco da Rocha, na Grande São Paulo.

Família contesta

A filha de Leonice e companheira de Ygor há cerca de oito anos contesta essa versão. Segundo Marilene Aparecida Schiavinato Mariano, de 36 anos, ele seria psicopata, frio e calculista. Após o sepultamento de Leonice, na tarde desta quarta-feira (17), a família divulgou um vídeo que mostra uma roupa usada pela vítima repleta de perfurações.

Peritos constataram ao menos 38 marcas de facadas, entre superficiais e profundas. O corpo também foi encontrado com uma faca cravada no peito.

Confissão

No dia do crime, Ygor chegou a consolar a companheira, filha da vítima. Também deu entrevistas afirmando que não ouviu nada na casa da idosa. Porém, apresentava um ferimento de faca em uma das mãos, ainda não cicatrizado. Além disso, roupas com manchas que indicavam sangue foram encontradas na lixeira e apreendidas.

O homem foi preso em flagrante. Na delegacia, negou o crime. Ele havia sido solto cerca de um mês antes, após responder por tentativa de homicídio contra o padrasto, mas acabou absolvido.

Em novo depoimento, nesta quarta-feira (17), Ygor confessou o crime ao delegado Igor Dorsa. O genro da vítima disse que temia que a sogra tentasse abusar sexualmente de seu filho, neto dela, de 6 anos. A família, indignada, afirmou que o relacionamento entre avó e neto sempre foi normal.

“Acaba com isso aí logo” foi o que Ygor alega ter ouvido em sua mente ao confessar o crime (Foto: Reprodução)

O homem relatou que foi até a cozinha, pegou uma faca e chamou a idosa, que atendeu à porta do quarto. Em seguida, desferiu os golpes. Disse não se lembrar de quantos foram. Também afirmou ter ouvido uma voz em sua mente dizendo: “Acaba com isso aí logo”.

Entenda o caso

O corpo de Leonice foi encontrado sobre a cama, com uma faca cravada no peito. Quem a encontrou foi a filha, Marilene, que acionou a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas a mulher já estava morta.

O local foi preservado para o trabalho da perícia. Policiais observaram que o genro demonstrava total frieza diante do ocorrido. Após descobrirem o ferimento em sua mão e encontrarem roupas dele na lixeira, ele foi levado para a delegacia.

Acabou preso em flagrante, apesar de inicialmente negar o crime. Uma das hipóteses investigadas para a motivação era o fato de Leonice ter feito um empréstimo de R$ 13 mil. As investigações prosseguem.

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