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Causa Animal – Cbea praticou 152 eutanásias em Ribeirão

Fotos: JF Pimenta – Especial para o Tribuna Ribeirão

A coordenadora de Bem-Estar Animal, Carolina Vilela, e o médico veterinário Gustavo Cunha Almeida Silva, vão participar na tarde desta terça-feira, 17 de abril, às 15 horas, de audiência da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Eutanásia, que investiga a legalidade dos sacrifícios praticados no setor, vinculado à Se­cretaria Municipal do Meio Ambiente.

A audiência foi agendada para que a Coordenadoria de Bem-Estar Ani­mal (Cbea) explique as divergências nos números de eutanásias divulga­dos pelo departamento. Para o mes­tre em Educação e Saúde pela Uni­versidade Federal de São Paulo, Victor Hugo, a administração informou que foram 40 em 2017. Já para o vereador Marcos Papa (Rede Sustentabilidade), que preside a CPI, a Cbea diz que sa­crificou 126 animais – 95 cães e 31 gatos, uma eutanásia a cada três dias.

O levantamento foi divulgado em 15 de março, quando a CPI ainda era uma Comissão Especial de Estudos (CEE). No entanto, a própria prefei­tura divulgou à imprensa que foram 187, ou 63 a mais do que os relatórios enviados ao parlamentar, uma a cada dois dias. Nesta terça-feira, a Cbea vai anunciar que, no ano passado, foram 152 sacrifícios, média de três por se­mana, um a cada dois dias e meio. Os laudos serão entregues hoje.

Carolina Vilela – que é a primeira suplente do Partido Progressista (PP) na Câmara de Ribeirão Preto – infor­mou que a discrepância nos números de eutanásias ocorreu porque os re­gistros ainda não são informatizados e a contagem é manual.

A questão das eutanásias pratica­das em cães e gatos motivou a trans­formação de uma Comissão Especial de Estudos (CEE) em CPI, a pedido de Marcos Papa (Rede Sustentabilida­de), que preside a investigação e tem a companhia de Adauto Honorato, o “Marmita” (PR), eleito vice-presidente, o relator Ariovaldo de Souza, o “Dadi­nho” (PTB), e Jean Corauci (PDT).

Logo após a instalação, foi apro­vada a convocação da coordenadora da Cbea, Carolina Vilela, que no ano passado, em depoimento na Câmara, confirmou publicamente que o de­partamento promovia eutanásias em animais poli-traumatizados por não possuir aparelho de raio-X – está sem o equipamento desde outubro. Tal de­claração deu início a um movimento que resultou na CEE e, agora, na CPI. A partir desse depoimento, ativistas que atuam na defesa dos direitos dos animais passaram pedir a saída de Carolina Vilela da Cbea, mas ela foi mantida no cargo pelo prefeito Duar­te Nogueira Júnior (PSDB).

Como nove em cada dez euta­násias foram realizadas no mesmo dia em que o animal chegou à Cbea, entidades que atuam na proteção dos animais sustentam que a coordena­doria estaria praticando “assassina­tos”. Já o médico veterinário do setor, Gustavo Cunha Almeida Silva, garan­te que os sacrifícios obedecem rigo­rosamente ao que diz a legislação. Diz que já divulgou relatório em 13 de de­zembro em que defende a legalidade da realização de eutanásias em cães errantes (sem donos) que estejam sofrendo. E afirma que nenhum ani­mal é sacrificado sem necessidade.

O embate entre prefeitura e or­ganizações não-governamentais de defesa aos animais gira em torno de diferentes interpretações da lei esta­dual nº 12.916, de 2008 (“Lei Felicia­no”), que só permite eutanásias “em casos de males, doenças graves ou enfermidades infecto-contagiosas incuráveis (…)”. Na interpretação dos defensores dos animais, se existe tra­tamento para o mal que acomete um cão ou gato, a administração é obri­gada a providenciar o atendimento – se não tem estrutura, deveria bancar o tratamento em clínicas particulares.

Já a Cbea sustenta que, por não possuir a estrutura necessária para o devido tratamento, está autorizada pela legislação a realizar a eutanásia. Marcos Papa discorda, sustentando que os sacrifícios simplesmente ocor­rem porque o departamento não tem estrutura para oferecer o tratamento necessário a um animal politraumati­zado. Papa afirma que a coordenadoria adota “práticas absolutamente ultra­passadas e malferidas ao bem estar animal”. A Cbea conta com cerca de 120 animais em seu canil e no gatil.

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