Tribuna Ribeirão
Economia

ANP constata alta nas bombas

Os preços dos combustíveis estão mais caros em Ribeirão Preto, segundo o mais recente levantamento da Agência Na­cional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), realiza­do em 108 cidades paulistas en­tre 1º e 7 de abril. O litro do eta­nol custa, em média, R$ 2,823 (mínimo de R$ 2,579 e máximo de R$ 2,999), alta de 4,05% e acréscimo de R$ 0,11 em relação ao valor praticado na semana anterior, entre 25 e 31 de março, de R$ 2,713 (piso de R$ 2,497 e teto de R$ 2,987).

Porém, segundo a agência re­guladora, o produto está mais ba­rato para os postos, que compram o litro do álcool por R$ 2,438 (mínimo de R$ 2,377 e máximo de R$ 2,561), queda de 1,77% e desconto de R$ 0,044 em com­paração com o valor anterior, de R$ 2,482 (piso de R$ 2,418 e teto de R$ 2,581). A margem de lucro está em R$ 0,385, com variação de 15,8%. No final de março, nos bandeirados, o etanol saltou de R$ 2,70 (R$ 2,697), em média, para R$ 2,90 (R$ 2,897), alta de 7,4% e acréscimo de R$ 0,20.

No entanto, pode ser encon­trado por R$ 2,85 (R$ 2,849) e até por R$ 3 (R$ 2,999). A variação chega a 5,26%, ou diferença de R$ 0,15. Abastecer um tanque de 50 litros nesses estabelecimen­tos fica entre R$ 142,5 e R$ 150. Nos sem-bandeira, o litro etanol passou de R$ 2,55 (R$ 2,549), em média, para R$ 2,80 (R$ 2,799), aumento de 9,8% e aporte de R$ 0,25, mas alguns revendedores negociam o produto por R$ 2,60 (R$ 2,599). A variação chega a 7,7% ou diferença de R$ 0,20. Encher o tanque nesses locais fica entre R$ 130 e R$ 140.

De acordo com a ANP, o litro da gasolina na cidade custa, em média, R$ 4,143 (mínimo de R$ 3,999 e máximo de R$ 4,299), alta de 2,32% e aporte de R$ 0,094 em relação ao valor anterior, de R$ 4,049 (piso de R$ 3,627 e teto de R$ 4,309). Para os revendedores está mais barato e é vendido a R$ 3,584 (mínimo de R$ 3,450 e máximo e R$ 3,761), queda de 3,24% e desconto de R$ 0,12 em relação à pesquisa de março – R$ 3,704 (piso de R$ 3,469 e teto de R$ 3,974). A margem de lucro está em R$ 0,559, com variação de 15,6%.

No final de março, o litro da gasolina nos postos franqueados custava cerca de R$ 4 (R$ 3,997), em média, e passou para R$ 4,20 (R$ 4,197), alta de 5% e acrés­cimo de R$ 0,20. Há locais que vendem o derivado de petróleo por R$ 4,10 (R$ 4,099), enquanto outros negociam o produto a R$ 4,40 (R$ 4,399). A variação chega a 7,31% ou diferença de R$ 0,30. Abastecer um tanque de 50 litros custa entre R$ 205 e R$ 220.

Nos independentes, o com­bustível era negociado, em média, a R$ 3,82 (R$ 3,819), e agora custa R$ 4,10 (R$ 4,099), aumento de 7,32% e aporte de R$ 0,28. Há locais onde o com­bustível é vendido por R$ 3,90 (R$ 3,899). A variação está em 5,13% ou diferença de R$ 0,20. O consumidor vai gastar cerca entre R$ 195 e R$ 205 para abas­tecer um tanque de 50 litros.

Ainda é mais vantajoso abas­tecer com etanol, apesar de a paridade estar no limite, entre 69% (bandeirados) e 68,3% (sem­-bandeira). A vantagem evapora quando esse índice atinge 70%. Considerando os valores médios constatados no estudo da ANP, de R$ 2,823 para o álcool e R$ 4,143 para a gasolina, está em 68,1%.

Já o valor do óleo diesel para o consumidor está mais barato, segundo a ANP. Em abril pas­sou a ser vendido por R$ 3,220 (mínimo de R$ 3,089 e máximo de R$ 3,399), queda de 1,65% e desconto de R$ 0,054 em re­lação ao valor anterior, de R$ 3,274 (piso de R$ 3,199 e teto de R$ 3,390). Para os comerciantes, custa R$ 2,972 (mínimo de R$ 2,870 e máximo de R$ 3,085), retração de 1,33% desconto de R$ 0,04 na comparação com os R$ 3,012 (piso de R$ 3,007 e teto de R$ 3,017) do estudo anterior. A margem de lucro está em R$ 0,248, com variação de 8,34%.

No final de março, o litro do óleo diesel subiu somente nos bandeirados. Custava, em média, R$ 3,30 (R$ 3,299), e agora vale R$ 3,50 (R$ 3,498), alta de 6% e acréscimo de R$ 0,20. Ainda é possível encontrar o produto por R$ 3,20 (R$ 3,197) e R$ 3,40 (R$ 3,398). A variação chega a 9,37%, diferença de R$ 0,30.

Para abastecer um tanque de 50 litros, o consumidor vai gastar entre R$ 160 e R$ 175. Nos sem­-bandeira, o preço do produto vai de R$ 3 (R$ 2,999) a R$ 3,20 (R$ 3,099), variação de R$ 3,33%, dis­paridade de R$ 0,10, mas vários comerciantes vendem o com­bustível por R$ 3,10 (R$ 3,099). Encher um tanque de 50 litros vai custar entre R$ 150 e R$ 160.

Com o início da safra da cana-de-açúcar, os preços do etanol despencaram nas usinas paulistas entre os dias 29 de mar­ço e 6 de abril, segundo o Centro de Pesquisas Econômicas (Ce­pea) da Escola Superior de Agri­cultura Luiz de Queiroz (Esalq) – vinculada à Universidade de São Paulo (USP). O valor do li­tro do hidratado recuou 8,44% nas unidades produtoras, de R$ 1,8020 para R$ 1,6499. Já o litro do álcool anidro – adicionado à gasolina em 25% – caiu 2,17%, de R$ 1,9106 para R$ 1,8691.

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