Neste domingo, 10 de maio, milhões de brasileiros celebram o Dia das Mães, uma das datas mais emocionais e simbólicas do calendário nacional. Muito além dos presentes e das campanhas publicitárias, a comemoração carrega histórias, tradições familiares e diferentes significados culturais ao redor do mundo.
No Brasil, o Dia das Mães é celebrado sempre no segundo domingo de maio e também representa uma das datas mais importantes para o comércio, ficando atrás apenas do Natal em volume de vendas. Restaurantes, floriculturas, lojas de roupas, cosméticos e chocolates registram aumento no movimento nos dias que antecedem a comemoração.

A origem moderna da data surgiu nos Estados Unidos, no início do século passado. A ativista Anna Jarvis organizou uma homenagem à própria mãe após sua morte, em 1908. O movimento ganhou força e, em 1914, o então presidente norte-americano Woodrow Wilson oficializou o segundo domingo de maio como o Dia das Mães.
No Brasil, a primeira celebração registrada aconteceu em 1918, em Porto Alegre. A oficialização nacional veio em 1932, durante o governo de Getúlio Vargas.
Ao longo das décadas, a data passou a ocupar espaço importante não apenas no comércio, mas também no ambiente escolar, religioso e social. Homenagens, almoços em família, encontros e mensagens afetivas fazem parte das tradições brasileiras ligadas à comemoração.
Apesar do forte apelo comercial, especialistas lembram que o principal valor da data está na conexão emocional e no reconhecimento da importância das mães dentro da estrutura familiar e da sociedade.
Em diferentes países, o Dia das Mães é comemorado em datas variadas e com costumes próprios. Em Portugal e na Espanha, por exemplo, a homenagem ocorre no primeiro domingo de maio. Já na Argentina, a celebração acontece em outubro.
Curiosidades sobre o Dia das Mães
A criadora da data criticava o comércio
Anna Jarvis, responsável pela criação do Dia das Mães moderno, passou os últimos anos da vida criticando a comercialização da data. Ela era contra o excesso de publicidade e defendia homenagens mais pessoais e sinceras.
Nem todos comemoram em maio
A Argentina celebra o Dia das Mães em outubro. No México, a comemoração acontece em 10 de maio, independentemente do dia da semana.

A homenagem às mães vem da Antiguidade
Civilizações antigas, como gregos e romanos, já realizavam celebrações dedicadas às figuras maternas e deusas da fertilidade.
Flores lideram os presentes
Rosas, lírios e orquídeas continuam entre os presentes mais procurados para a data.
A mulher que teve mais filhos na história
A camponesa russa Valentina Vassilyeva, do século XVIII, é apontada como a mãe com maior número de filhos já registrado no mundo. Segundo registros históricos citados pelo Guinness World Records, ela teria dado à luz 69 filhos, em 27 gestações, incluindo gêmeos, trigêmeos e quadrigêmeos.

O maior registro brasileiro
No Brasil, um dos casos mais conhecidos é o de Madalena Carnaúba, de Ceilândia (DF), apontada como a brasileira com maior número de filhos: 32.
As brasileiras têm menos filhos hoje
O Brasil vive uma mudança histórica no perfil das famílias. Segundo dados recentes do IBGE, a taxa de fecundidade caiu para cerca de 1,6 filho por mulher, bem distante da média de mais de seis filhos registrada na década de 1960.
As mães estão tendo filhos mais tarde
Dados do Censo mostram aumento da chamada maternidade tardia no país. Mulheres estão adiando a gravidez por fatores como carreira, estudo e mudanças sociais.
O bebê reconhece a voz da mãe ainda na barriga
Estudos mostram que o feto começa a ouvir sons ainda durante a gestação. A voz da mãe é um dos sons mais reconhecidos pelos bebês antes mesmo do nascimento.
O cérebro da mãe muda durante a maternidade
Pesquisas científicas indicam que áreas do cérebro ligadas à empatia, proteção e vínculo afetivo sofrem alterações durante a maternidade.
O estresse da mãe pode impactar o bebê
Estudos internacionais apontam que altos níveis de estresse durante a gravidez podem influenciar respostas fisiológicas do bebê ainda no útero.
Cresce o número de mães solo no Brasil
Levantamentos recentes mostram milhões de mulheres criando os filhos sozinhas no país. Em muitos casos, o nome do pai sequer aparece no registro civil das crianças.

