Por Hugo Luque
Após um bom início, mas um preocupante queda nos resultados positivos, o Botafogo volta a campo neste domingo (10) de Dia das Mães, às 19h30, contra o Novorizontino, pela oitava rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. No Estádio Jorge Ismael de Biasi, o Pantera tenta quebrar um incômodo jejum de cinco partidas sem vencer na competição para escalar a tabela de classificação.
Depois de golear o Fortaleza na estreia por 4 a 0 e bater o América-MG por 2 a 1, o Tricolor foi superado por São Bernardo (2 a 1) e Criciúma (1 a 0) antes de acumular empates com Atlético-GO, Cuiabá e Náutico, todos por 1 a 1. Contra o Timbu, no Estádio Santa Cruz/Arena Nicnet, o conjunto ribeirão-pretano saiu na frente, mas cedeu o empate no segundo tempo com “lei do ex” de Victor Andrade.
“A gente tem de ressaltar que o Náutico foi um dos adversários que mais nos pressionou em bloco alto. Isso gera dificuldade. Nós fizemos isso várias vezes, com várias equipes, e geramos dificuldade para elas. O Náutico fez isso com a gente e foi nos tirando a confiança. Estávamos em um primeiro tempo no qual estávamos conseguindo, bem ou mal, construir”, analisou o técnico Claudio Tencati.
O Bota foi a nove pontos e permanece na região intermediária da tabela. A equipe iniciou esta rodada na décima posição, cinco atrás do líder Fortaleza, que soma 14, e apenas dois acima da zona de rebaixamento, aberta pelo Goiás, que tem sete. Embolada, a Série B exige que o Tricolor volte a vencer se quiser evitar os apuros das últimas temporadas.
“Espero que o Botafogo comece a vencer. Nossa performance não é ruim, mas alguns setores caíram. Precisamos reequilibrar. Só tem um caminho: trabalhar, melhorar e estar preparado para o Novorizontino, porque será mais um grande jogo. Esperamos ter mais êxito do que no estadual”, acrescentou Tencati.
Duelo paulista
O retrospecto do confronto é equilibrado. Foram 17 encontros, com seis vitórias botafoguenses, quatro empates e sete triunfos do Novorizontino. O problema é que o Pantera perdeu quatro e empatou dois dos últimos seis embates com o Tigre. O mais recente, em janeiro, válido pelo Paulistão, terminou em revés por 2 a 0.
No Brasileiro, todavia, o conjunto aurinegro faz campanha praticamente igual à do Botafogo: tem nove pontos e soma duas vitórias, três empates e duas derrotas. O time de Ribeirão está na frente pelo saldo de gols superior (3 a 1), e o Novorizontino vem de empate com o Avaí por 3 a 3 e derrota para o Sport por 1 a 0 nos últimos compromissos.

Para escalar o time titular, Tencati pode contar com um retorno importante. Hygor, referência do ataque, tinha a previsão de voltar a atuar contra o Náutico, mas teve um problema físico de última hora e ficou de fora. Agora, a tendência é que o centroavante seja ao menos relacionado para o banco de reservas.
“O Hygor vai depender da semana, porque ele vinha de uma recuperação muito positiva, mas sentiu, no local onde teve a lesão, uma fibrose. Ela deu uma ‘gritadinha’ e isso incomoda. Enquanto essa fibrose não dá uma rasgada mesmo, vai ficar incomodando. É regular de novo e sentir a semana”, afirmou Tencati depois da última rodada.
Outra novidade pode ser Arthur Caike. Contratado recentemente, ele ainda não estreou pelo Botafogo e não entrou em campo oficialmente em 2026, mas está à disposição, embora a comissão técnica prefira a cautela para evitar lesões.
“O que ele (Tencati) precisar de mim, ele sabe que pode contar, principalmente dentro de campo. Estarei ali para fazer o meu melhor sempre e ajudar o Botafogo”, enfatizou o atleta.
O zagueiro Wallace, que deixou o campo com um desconforto contra o Náutico, não preocupa, segundo o treinador. Assim, uma provável escalação tem: Jordan; Gabriel Inocêncio, Wallace, Vilar e Patrick Brey; Leandro Maciel, Morelli e Rafael Gava; Zé Hugo, Kelvin e Luizão (Guilherme Queiroz ou Hygor).

