Por Hugo Luque
O Corinthians recebe o Santos neste domingo (30), às 16h, na Neo Química Arena, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. Na “pausa” dos mata-matas, as equipes voltam a olhar para os pontos corridos, ainda que com metas distintas.
O Timão iniciou a rodada na décima colocação com 32 pontos, oito de vantagem para a zona de rebaixamento e sete atrás do grupo de classificação para a próxima Copa Libertadores (no momento, G-5). Neste “limbo”, a equipe de Fernando Diniz quer finalmente assumir de vez uma das lutas – de preferência, a pela competição continental.
Já eliminado da Copa do Brasil, o conjunto paulistano teve a semana cheia para trabalhar de olho no clássico, após derrotas consecutivas no Brasileiro para Cruzeiro e Coritiba. Entre os dois tropeços, porém, um empate e uma vitória diante do Rosario Central-ARG garantiram a classificação corintiana às quartas da Libertadores.

“O Corinthians tem de almejar sempre o máximo possível que dá para ele. A gente perdeu dois jogos em que deveríamos ter no mínimo empatado pelas coisas que aconteceram no jogo. A gente teve chance de vencer tanto um como o outro jogo. Foram duas derrotas bastante doídas, em que a gente tinha de aproveitar melhor as chances”, lamentou Diniz após o último revés.
De ponto positivo, a semana sem jogos aumenta a probabilidade de reforços importantes para o confronto deste fim de semana: Hugo Souza e Yuri Alberto. Formado pelo Santos, o atacante tem o Peixe também como sua maior vítima, com oito gols feitos, e vive fase final de recuperação de uma lesão muscular, enquanto o goleiro, desfalque na última rodada por conta de um estiramento no joelho, deve voltar.
Por outro lado, o volante André ainda trata uma lesão na coxa direita, enquanto Gabriel Paulista, André Ramalho e Matheus Bidu permanecem como dúvidas. Sem o suspenso Breno Bidon, um provável Corinthians tem: Hugo Souza; Matheuzinho, Gustavo Henrique, Gabriel Paulista (João Pedro ou André Ramalho) e Matheus Bidu; Raniele, Carrillo e Garro; Memphis Depay, Kaio César e Pedro Raul.
Santos
Além de brigar contra o rebaixamento, o Santos busca diminuir a larga vantagem histórica do rival no Clássico Alvinegro. Em 357 encontros, foram 140 vitórias corintianas, 113 santistas e 104 empates. Os dois jogos deste ano terminaram empatados em 1 a 1, pelo Paulistão e pelo Brasileiro.
No nacional, o Peixe luta para evitar o retorno à Série B. A equipe do técnico Cuca começou a rodada na 14ª posição com 26 pontos, apenas dois de frente para o Z-4.
Para piorar, o Alvinegro Praiano ainda divide as atenções com a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana. No torneio eliminatório nacional, vem de derrota acachapante por 3 a 0 em outro clássico, diante do Palmeiras, pela ida das quartas de final. No continental, contudo, ainda não iniciou sua trajetória nas quartas e vem de classificação sobre o Macará-EQU.
Embora ainda na disputa por duas taças, a crise santista saiu das quatro linhas e chegou aos muros do CT Rei Pelé, que foram pichados após a derrota para o Verdão.
“Não foi uma postura digna do Santos e nem da grandeza do jogo, por isso perdemos por esse placar. Domingo, temos um clássico e precisamos mudar tudo o que fizemos [contra o Palmeiras]. Depois, na quarta-feira (jogo de volta da Copa do Brasil), é outra história. É reconhecer que jogamos muito mal”, disse o volante Willian Arão, que também tem atuado como zagueiro.
Sem tempo para descansar e treinar, o Santos ao menos deve voltar a contar com Neymar. O camisa 10 foi preservado no meio de semana para não atuar no gramado sintético do Nubank Parque. Já Gabigol começou no banco de reservas, mas entrou durante a partida e deve ser titular.
Suspenso, João Schmidt está fora do jogo, enquanto Lucas Veríssimo, que apontou dores na casa palmeirense e foi substituído, é dúvida. Cuca deve escalar seu time com: Brazão; Igor Vinícius, Arão (Veríssimo), Luan Peres e Escobar; Bontempo, Gustavinho e Neymar; Rony, Barreal e Gabigol.

