Tribuna Ribeirão
DestaquePolítica

CPFL pode ter que bancar limpeza de terrenos

ALFREDO RISK

A CPFL Paulista, subsidiá­ria do Grupo CPFL Energia e concessionária que atende 290 mil consumidores de Ribeirão Preto e mais 4,2 milhões de clientes espalhados em outras 233 cidades do estado de São Paulo, pode ser obrigada a bancar os serviços de limpeza e manutenção das áreas públicas que utiliza para a instalação de sua rede de alta tensão.

Projeto de lei do Executivo com esta determinação deu entrada na Câmara de Vere­adores na última terça-feira, 9 de abril, e agora tramita nas comissões permanentes – in­clusive na de Constituição, Justiça e Redação (CCJ). Ribei­rão Preto já tem legislação que regulamenta a chamada “ser­vidão de passagem”, ou seja, quando uma empresa utiliza uma área, seja particular ou pública, para prestar serviços, como, por exemplo, a distri­buição de energia por rede de alta tensão.

Entretanto, a legislação não específica que a companhia seja responsável pela limpeza e manutenção destes locais, por isso serviços como a roçada do mato acabam sendo feitos pela prefeitura, por meio da Coor­denadoria de Limpeza Urbana (CLU). Ribeirão Preto tem 20 locais utilizados pela conces­sionária que geram um custo de manutenção anual para o município de R$ 810.443,76. Por meio de nota enviada à redação do Tribuna por sua as­sessoria de imprensa, a CPFL Paulista diz que “vai analisar o projeto da prefeitura de Ri­beirão Preto e se manifestará oportunamente.”

Em sua argumentação ju­rídica, o Executivo cita que a cidade de São José do Rio Pre­to, localizada a 180 quilôme­tros de Ribeirão Preto, e onde a CPFL Paulista também atua, aprovou lei semelhante que recebeu decisão favorável do Tribunal de Justiça do estado de São Paulo (TJ/SP). Por for­ça legal, o projeto terá de ser analisado e votado pelos vere­adores, em plenário, no prazo máximo 45 dias.

“Estes serviços apresen­tam um alto custo para sua realização, sendo necessária a atualização da legislação municipal”, diz parte da jus­tificativa do projeto de lei. A proposta propõe a inclusão da obrigatoriedade na lei complementar nº 2.095, de 27 de setembro de 2006, alte­rada pela nº 2.503, de 27 de de­zembro de 2011, que trata da limpeza, construção de muros e passeios em terrenos utiliza­dos com esta finalidade.

Inscreva-se em nosso Canal no Whatsapp e fique por dentro de tudo que acontece na região.
Clique Aqui!

VEJA TAMBÉM

Botafogo encaminha contratação de promessa do São Paulo

Hugo Luque

Santa Casa investiga sumiço de paciente

Luque

VÍDEO – Caminhão que furou centenas de pedágios é apreendido

Luque

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa Política de Privacidade. Aceitar Política de Privacidade