Tribuna Ribeirão
Geral

Decreto barra programa de reciclagem

JF PIMENTA/ARQUIVO

O prefeito Duarte Noguei­ra (PSDB) publicou, no Diário Oficial do Município (DOM) de quinta-feira, 19 de agosto, o de­creto executivo número 190/2021 determinando o não cumpri­mento da lei nº 14.591, de auto­ria de Maurício Vila Abranches (PSDB) e promulgada pelo pre­sidente da Câmara, Alessandro Maraca (MDB) este mês.

A lei cria o programa “Re­ciclagem Ambiental Participa­tiva” e foi aprovada na Câmara de Vereadores em 27 de maio. O Brasil produz, em média, 78 milhões de toneladas de lixo por ano, dos quais apenas 3% são reciclados. No veto, apesar de considerar a iniciativa lou­vável, a prefeitura de Ribeirão Preto argumenta ser neces­sário considerar que o Plano Municipal de Resíduos Sólidos está sendo revisado ao que rege o Plano Nacional de Resíduos.

Também ressalta que se a instalação de postos de coletas em instituições de ensino não for feita de forma “extrema­mente estruturada” pode gerar problemas sanitários nestes lo­cais, com a proliferação de ani­mais como escorpiões, baratas, mosquitos etc.

O Executivo também des­taca ser extemporâneo colocar em pauta a votação de um pro­jeto de lei que deve ser aprimo­rado em consonância com o Plano Municipal de Resíduos Sólidos e discutido em audiên­cias públicas. Agora, a prefei­tura deve entrar com uma ação direta de inconstitucionalida­de (Adin) junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP).

Segundo Vila Abranches, o objetivo é preservar o meio ambiente e beneficiar os tra­balhadores da reciclagem. A lei pretendia criar a instalação de postos de coleta de resídu­os recicláveis ou reutilizáveis sólidos e líquidos em escolas públicas e suas conveniadas do setor privado. Poderiam parti­cipar instituições de educação especial, fundamental, médio, profissionalizante e superior.

A ação permitiria a separa­ção e recebimento de diversos tipos de materiais como: papel, papelão, sacola e saco plástico, garrafas plásticas, derivados de celuloses, latas de óleo e produ­tos lácteos, borrachas, pneus, vidros, garrafas entre outros ma­teriais, inclusive resíduos liquido como óleo de cozinha usado que seriam reutilizados para pro­dução de material de limpeza.

O material recebido pelos postos de coleta seria repassa­do para instituições sem fins lucrativos, conveniadas com instituições de ensino, associa­ções e cooperativas de catado­res para gerar recursos finan­ceiros. Vila Abranches Ele que a ação também ajudaria os ca­tadores envolvidos nas coope­rativas e instituições sem fins lucrativos que trabalham com material reciclável, possibili­tando gerir de forma integrada os resíduos do município.

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