Fora de casa, Verdão prova que quando não dá na técnica, tem de ir na raça
O Palmeiras foi valente e buscou a classificação às quartas de final da Copa Libertadores contra o Cerro Porteño-PAR, nesta quarta-feira (19). Em Assunção, Gustavo Gómez garantiu o triunfo por 1 a 0 que colocou o time alviverde na próxima fase.
A equipe treinada por Abel Ferreira começou mal, mas melhorou no fim da etapa inicial, encontrou seu gol com o capitão paraguaio e não encontrou problemas para segurar o resultado no segundo tempo. Teve de mostrar mais valentia, raça e força do que técnica para segurar a vitória magra em Assunção.
O adversário nas quartas de final ainda não está definido. Será Mirassol ou LDU, que se enfrentam nesta quinta-feira, em Quito, no Equador.
O Verdão repetiu, no primeiro tempo, todos os erros dos últimos jogos. Deu espaço demais para o rival, deixou um buraco no meio de campo, no qual ninguém marcava nem criava, e foi pouco produtivo durante ao menos 30 minutos.
O que se viu foi uma profusão de erros de passes, lançamentos e decisões individuais no ataque. Em má fase, Vitor Roque limitou-se a trombar com o zagueiro e por vezes tropeçou na bola, enquanto Allan errou quase todos os dribles que tentou e Lucas Evangelista, escalado para substituir o suspenso Andreas Pereira, não entendeu sua função no meio de campo.
A sorte do Palmeiras, na etapa inicial, é que o Cerro esbarrou em suas visíveis limitações técnicas e não aproveitou o espaço que teve para jogar. Na melhor oportunidade, Ramírez, livre na pequena área, mandou por cima do travessão.
O Palmeiras passou a se encontrar depois dos 40. Na melhor jogada, Arias achou Evangelista na entrada da área. O volante acertou a meta, mas um dos zagueiros adversários evitou o gol.
No escanteio seguinte, saiu o gol de Gustavo Gómez. Em seu país, o capitão palmeirense fez de cabeça o gol que deixou o time mais tranquilo e que o transformou no primeiro jogador da história da Libertadores a marcar em nove edições consecutivas.
A equipe alviverde até encaixou bons contragolpes no decorrer da segunda etapa, mas concluiu mal todos eles. Substituto de Vitor Roque, Mauricio teve a chance de ampliar e definir a vitória, mas perdeu.
Caiu nos pés de Marlon Freitas outra chance de sacramentar o triunfo. O volante teve seu chute bloqueado pelo braço de Velázquez na área. O árbitro argentino Facundo Tello não considerou pênalti, nem foi chamado pelo VAR.
Depois dos 30, o Palmeiras se retraiu e passou a ser mais atacado. Mas pouco sofreu. Mérito de seu sistema defensivo e da falta de qualidade do Cerro, que só fez Carlos Miguel trabalhar aos 47 minutos.

