Seleção sofre com ataque poderoso dos europeus e perde confronto mais difícil antes da Copa
Existia a dúvida de como o Brasil, sob o comando de Carlo Ancelotti, se comportaria diante das melhores seleções do mundo. Não existe mais, mas a impressão deixada não é das melhores. A seleção cometeu erros demais e foi derrotada por 2 a 1 pela França, liderada pelo craque Mbappé, em amistoso em Foxborough, nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (26).
O camisa 10 abriu com um golaço o caminho para a vitória dos franceses, que também marcaram com Ekitiké no momento em que estavam com um jogador a menos em campo. O Brasil acordou tarde e foi à rede com Bremer, que fez mais no ataque do que Vini Jr. e Raphinha, astros que estiveram apagados no Gilette Stadium.
Foi pobre ofensivamente e apresentou repertório limitado no ataque a equipe comandada por Ancelotti no teste mais importante antes da Copa do Mundo. A França, campeã mundial em 2018 e vice em 2022, ocupa o terceiro lugar no ranking da Fifa e é uma das favoritas a brigar pela taça mais uma vez no torneio na América do Norte.
O Brasil se movimentou, ensaiou algumas tentativas, sobretudo no início do primeiro tempo, mas foi superior em poucos momentos aos franceses, que exploraram os erros dos brasileiros e foram eficientes.
Raphinha, Vini e Martinelli muito se movimentaram, mas pouco fizeram. Com quatro atacantes – Matheus Cunha era o outro – não houve quem pensasse o jogo, quem acelerasse ou cadenciasse quando fosse necessário. As decisões ruins no acabamento das jogadas custaram caro à seleção brasileira, que chutou cinco vezes e não acertou o alvo em nenhuma delas no primeiro tempo.
O time treinado por Ancelotti teve de assistir a Mbappé para aprender. Lançado em velocidade, o astro do Real Madrid cavou sobre Ederson e abriu o placar. O golaço nasceu de um erro de Casemiro, facilmente desarmado no meio de campo por Dembelé.
Raphinha e Vini, de quem se espera bastante, produziram pouco. O jogador do Barcelona sentiu dores e saiu no intervalo. Seu substituto, Luiz Henrique, mostrou serviço e fez em alguns minutos mais do que o astro. Foi por causa dele que a seleção melhorou e esteve perto do empate.
Aumentou a esperança de que o Brasil revertesse a desvantagem quando ficou com um a mais em campo. Upamecano levou o vermelho por derrubar Matheus Cunha perto da área, em lance que precisou ser revisado pelo VAR.
Mas o panorama só piorou para os brasileiros. Com um a mais, a Canarinho deixou espaços suficientes para a França aproveitar. Armada na defesa, a seleção europeia saiu emrápido contra-ataque para ampliar. Olise serviu Ekitiké, que tocou sobre Ederson e ampliou.
Ancelotti fez todas as substituições disponíveis e assistiu da área técnica a uma leve melhora da seleção, que insistiu para ao menos reduzir a desvantagem e conseguiu com Bremer. O zagueiro, posicionado como um camisa 9, cutucou para a rede após passe de Luiz Henrique, um dos poucos que bem se apresentou. A equipe nacional volta a campo na terça-feira, às 21h (de Brasília), em Orlando, para enfrentar a Croácia.

