Tribuna Ribeirão
Esportes

Conmebol promete mudanças para endurecer punições após 7 casos de racismo em 2022

RODRIGO COCA/AGÊNCIA CORINTHIANS

A Conmebol, entidade que organiza o futebol sul-ameri­cano, emitiu nota nesta sexta­-feira condenando os casos de racismo registrados na atual edição da Copa Libertadores – foram sete até aqui. O texto informa que mudanças serão realizadas nos regulamentos para endurecer as punições aos infratores.

“A Conmebol conside­ra absolutamente inaceitável qualquer manifestação de racismo e outras formas de violência em seus torneios. Assume e assumirá sempre sua cota de responsabilidade no combate a toda classe de discriminação. A luta contra este flagelo ocupa um lugar central nas preocupações e no trabalho da Conmebol, no que se evidencia nas múltiplas campanhas de conscientiza­ção e ações de alcance massi­vo, assim como na aplicação de punições a quem praticar esses atos”, disse a entidade em nota, também se compro­metendo a desenhar e imple­mentar novos programas e ações de combate ao racismo.

O presidente da CBF, Ed­naldo Rodrigues, também se manifestou nesta sexta-feira informando que a entida­de brasileira vai realizar em junho, em data ainda a ser confirmada, um evento para debater medidas de combate à discriminação racial no fu­tebol, com a participação de representantes da Fifa, Con­mebol, federações, clubes, justiça desportiva, Ministério Público e autoridades de se­gurança. “Traz muita preocu­pação, indignação e tristeza para a CBF. Temos tratado esse assunto com o presiden­te da Conmebol, Alejandro Domínguez, que também está muito indignado”, disse, salientando a importância de endurecer as punições.

Levantamento do Estadão publicado nesta sexta-feira apontou que a atual edição da Copa Libertadores já re­gistrou sete casos de injúria racial contra torcedores bra­sileiros: Palmeiras x Emelec, Corinthians x Boca Juniors, Estudiantes x Red Bull Bra­gantino, River Plate x Forta­leza, Olímpia x Fluminense, Millionarios x Fluminense e Universidad Católica x Fla­mengo. Nos últimos seis anos, foram 27 episódios de racismo nas competições de clubes de nível profissional e masculino, organizadas pela Conmebol.

Até agora, somente o Olimpia, do Paraguai, foi punido neste mês pela Con­mebol pelo artigo 17 (atos discriminatórios), mas a en­tidade não especificou qual atitude preconceituosa foi re­gistrada na partida do clube. O artigo 17 do Código Disci­plinar da Conmebol aborda casos de discriminação prati­cados por jogadores e outros funcionários de clubes, pre­vendo a suspensão por cinco partidas ou período mínimo de dois meses. É no item 2 que o texto trata dos atos dis­criminatórios praticados por torcedores. A multa mínima aos clubes é de US$ 30 mil.

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